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Manso remanso que murmura docemente
Neste retiro silencioso no sertão
Os cavaquinhos dando volta na corrente
Com a cigarra a zunir no espião
De muito longe vem o som da fazendinha
É o retireiro a tratar da criação
O sol se põe, a tarde cai, a noite desce.
Neste amado fim de mundo quase morro de emoção

Piá de novo meu querido bafural
Na velha calva que outrora foi caminho
Enquanto fazes contra canto a urutal
Deixa que eu volte ao passado com carinho
Serra das nesas, lá morou a tia Zefa
Tia Badia muito além do douradinho
Pelas quebradas há um canto diferente
Rouxinol desiludido que retorna hoje ao ninho

O sertanejo sempre volta as origens
No desespero de encontrar tranqüilidade
Embora quase não existam matas virgens
A gente encontra os retalhos de saudade
Uma tapera com os restos de um curral
São fragmentos do que foi a mocidade
Se a saudade é um bem que me faz mal
Vou vivendo de lembranças para ter felicidade

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Todas as letras de Sérgio Reis

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