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Um velho peão no peso da idade,curtindo a saudade num canto ficou
Ouvindo barulho do povo e peões,também os rojões que no céu clareou
E assim apoiado em sua bengala,da porta da sala pra fora espiou
E quando ele ouviu "segura peão",o seu coração no peito pulou

Ali no batente de pé se apoiando,ficou até quando o rodeio acabou
E quando ele viu a luz se apagando,quase se arrastando pra lá caminhou
E lá de fininho entrou no rodeio,e bem lá no meio sozinho parou
As suas palavras saudosas de outrora por Nossa Senhora só Deus escutou

Ali quantas vezes com nó na garganta a foto da santa chorando beijou
Ali quantas vezes ergueu seu troféu e o velho chapéu pro povo abanou
Ali solitário no frio picadeiro,pros ex-companheiros ainda rezou
Era o rei,seus sonhos mais belos,no mesmo castelo que um dia reinou

No alto falante do seu pensamento,um outro talento seu nome falou
Era o Zé Do Prato narrando a saudade,o peso da idade foi quem te tombou
Não foi o Tordilho,nem foi o Ruano,o peso dos anos quem te derrubou
Não foi o corcóveo de nenhum pagão,segura peão,que o tempo passou...

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Todas as letras de Otavio Augusto e Gabriel

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