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Também de pedra - meu cantar não se terminar;
Caído ao solo, beijo a terra e escrevo a sina...
Terra vermelha é minha cor no arrebol,
Pois tenho sol no sangue em paz que me ilumina.

Também de bronze, estou de joelhos, catedral,
No pedestal que cala os sinos, faço prece...
Quem não merece - a terra em si - terá perdão,
Pois gratidão a vida tem e nunca esquece!

Dormem aqui ruínas índias e horizontes,
Bebendo a fonte do silêncio natural...
Senti teu cheiro, mão divina, em berço livre,
Hoje o que eu tive foi tua bênção, catedral.

Seguem aqui emplumados guaranys,
No bem-te-vi, no joão-barreiro e entre os guardiões,
Querendo sempre querer mais que o quero-quero;
Sei o que espero e busco aqui - muitos perdões...

Também de vento, estou soprando em ti, templário,
No pedestal que fala o tempo, a crosta esquece;
Ouvindo prantos que derramam tua imagem,
Achei coragem e sou guardião, com pena e em prece.

Hoje o que eu tive foi tua benção - catedral.

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Todas as letras de Lisandro Amaral

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