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o ódio nasceu desajeitado
que nem um filho rejeitado
de pai desconhecido
meio pródigo
meio bastardo
meu ódio
um ser indefinido
nem polícia nem bandido
só o conheci quando refletido
nos olhos do inimigo

nunca,nem sempre foi assim
houve um tempo em que eu gostava de mim
vivia livre pelas madrugadas
tomadas e várias voltas em que
eu me embriagava
mas um dia amaldiçoado
cometi um pequeno pecado
e todo mundo se afastou de mim
perdi amigos, a paz
e tudo enfim

eu só queria uma canção REFRÃO
que pudesse
uma canção pra me fazer esquecer

e eu sem entender nada
vaguei que nem alma penada
pelos subterraneos da cidade
em alta fuga e a promisquidade
foi assim que nasceu meu ódio
se arrastando pelo asfalto
feroz que nem bicho acuado
cercado por todos os lados
e eu pensei que fosse o fim
que não havia mais
saída pra mim
eu não sabia que era assim
mas meu inferno
eu mesmo fiz

REFRÃO

quando eu vi meu rosto suado
refleti que no asfalto molhado
percebi que não havia pecado maior
percebi que não havia pecado

ainda havia uma chance pra mim
su eu não achasse que era o fim
pois nem tudo termina assim
ainda há tempo pra esquecer

REFRÃO

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