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Tô de boteco em boteco
A ponto de ter um treco
Se o copo tá cheio
Num segundo eu já seco
Me lambuso, me meleco
Tomo todas e não breco
E dali cachaça
Eu bebo por culpa sua
Toda noite, toda lua
Com medo que a cirose
Chega logo e carca pua
A verdade é nua e crua
Eu tô durmindo na rua
No banco da praça

Eu estou bebendo todas
E o resto que se for
Pra viver desse jeito
É penar eternamente
tô vivendo nessa mágoa
Há tempo não bebo água
Só cerveja e água ardente
Só não bebo acetona
Se eu beber ela detona
O esmalte dos meus dentes

Na falta do seu carinho
Bebo pinga, bebo vinho
Quando a paixão desaba
Bebo uisque, catuaba
Por você minha menina
Quase bebi criulina
De tristeza e de mágoa

Na falta do seu carinho
Bebo pinga, bebo vinho
Quando a paixão desaba
Bebo uisque, catuaba
Por você minha menina
Quase bebi criulina
Meu apelido é pau d` água

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Todas as letras de Gustavo Moura e Rafael

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