Monoblock Sui generis
Un poeta vivía en el último
Piso de un monoblock.
Y en el más alto departamento
Habitaba feliz.

Le cantaba a las cosas de antes,
A la luna sin collins ni aldrin,
A las cosas que nunca se alejan.

No iba al cine en sábado a la noche
Y el lunes dormía.
Su sueño de artista sin título
Ni toga doctoral.

Le lavaba la ropa josefina
Que silvaba a piazzolla en lavandina,
Le inventaba pecados a maría.

Un buen día se aburrió de vivir
Y se fue a caminar,
Y al amanecer siguiente
Apareció bajo el sol
Crucificado.



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Última atualização: 27/05/2012 09:12:03
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