Entrevista

16/04/2010

Divulgação / Luringa
Strike letras
Strike volta com o 2º Cd "Hiperativo"

Quando surgiu nacionalmente, a banda mineira de rock Strike estourou de cara com a música tema do seriado Malhação, Paraíso Proibido.

Depois disso, vieram prêmios reconhecendo o grupo formado por Marcelo Mancini (voz), Cadu (bateria), Fábio Perez (baixo), André Maini (guitarra) e Rodrigo Maciel (guitarra) como a grande revelação do momento.

Mais de dois anos depois do lançamento do álbum de estreia "Desvio de Conduta", o Strike reapareceu fazendo o mesmo barulho de sempre: primeiro com o single No Veneno, lançado ainda em 2009.

Porém, o aguardado segundo disco só chegou em 2010. O rock repleto de influências e cheio de energia está lá, em cada faixa. Não é à toa que seu título é "Hiperativo", como explica o próprio vocalista da banda, Marcelo.

Veja nosso bate papo com ele, que ainda falou sobre a pressão que o Strike lidou antes deste lançamento, os fãs e mais novidades. Não perca!

Marcelo, vocês voltam mais de 2 anos depois de um primeiro disco de grande sucesso. A Strike foi considerada a banda revelação com sua estreia no mercado, levando premios da MTV, Multishow, entre outros. A banda sentiu algum tipo de pressão em realizar um trabalho a altura do primeiro?


Divulgação / Luringa
Strike letras
O vocalista Marcelo

Na verdade, nós tivemos uma cobrança interna. Uma cobrança pessoal, pois vínhamos de um CD muito bem sucedido e fizemos mais de 250 shows. Então, tínhamos um compromisso com nossos fãs de fazer o melhor trabalho possível.

Até abdicamos um pouco desse "timing" do mercado, de ter que lançar um material novo anualmente. Nós mudamos para São Paulo também. Mudamos de produtor para esse novo CD e tudo isso gerou uma cobrança interna, que a medida que as composições foram aparecendo, isso foi amenizando e transformamos em prazer.

"Hiperativo" teve um resultado que a gente gostou muito. Disponibilizamos o material novo na Internet, temporariamente, e o feedback virtual que ele teve foi muito positivo. Ficamos surpresos e de certa forma, sentimos que aquela cobrança foi importante porque mobilizou ações para que pudéssemos fazer o melhor trabalho possível, naquele momento.

E hoje, sentimos que o dever foi cumprido com a resposta dos nossos fãs e pessoas que acompanham a banda. Esse foi o melhor presente que poderíamos ter.

Essa cobrança fez parte até mesmo para um amadurecimento da banda. Com o terceiro trabalho, vamos vir com uma segurança maior e uma bagagem maior também.



"No Veneno", faixa de "Hiperativo", foi lançada bem antes do álbum. Faz tempo que vocês começaram a escrever as músicas do novo disco?


Divulgação / Luringa
Strike letras
O baixista Fábio

Começamos esse trabalho no Rio de Janeiro, movendo uma ação publicitária com uma companhia telefônica, disponibilizando duas canções novas que saíram no Cd, que são No Veneno e Até O Fim. E quando íamos finalizar esse processo, nos mudamos para São Paulo. E essa mudança, até nos estruturarmos, trouxe um atraso para esse disco de alguns meses.

Em meados de 2009, conseguimos finalizar o repertório e ter a segurança de gravar essas músicas. Depois fizemos um trabalho de pré-produção com o Rick (Bonadio, produtor musical), que foi quando testamos todas as possibilidades e revisamos as letras.

No período de gravação, estávamos bem direcionados. Na hora de registrar as músicas, sabíamos bem o que o grupo queria, mas esse processo todo começou mesmo no Rio de Janeiro, no final de 2008. Foi quando começou o "laboratório" do Cd. Tipo, quais eram as fórmulas que a gente queria fazer, buscar algumas levadas diferentes que não tínhamos no primeiro disco e as músicas surgiram assim.

Procuramos dar para cada música uma atmosfera e temática diferentes. Isso traz um tom mais maduro para as faixas.



Qual a origem do nome do novo disco "Hiperativo"?


É um nome que está muito ligado com esse lance da atmofesra em que o disco foi concebido. O momento de mudança, momento de mil projetos ao mesmo tempo: estávamos mudando de escritório, de cidade... estávamos em fase hiperativa.

Esse nome retrata bem a correria, a transpiração que vivemos naquele momento.

As músicas trazem essa carga intensa. O Cd tem essa pegada de hiperatividade.



A banda Strike segue um caminho diferente das outras de sua cena. O tema das letras foge do romântico e segue uma linha de crítica e bom humor. Vocês preferem esse tipo de assunto mesmo ou é algo que escrevem naturalmente?


Divulgação / Luringa
Strike letras
O baterista Cadu

Sentimos a necessidade de ter um diferencial, dentro da nossa coerência. Cada um tem uma proposta de som e procuramos exercer esse diferencial que temos, nas letras e temáticas para realmente dar uma renovada no cenário.

Seria mais fácil, se fizéssemos um Cd só romântico. Talvez pudesse ter uma aceitação popular muito maior, mas optamos ser corentes com nossa proposta e influência que temos.

O rock é um estilo livre. Você pode misturá-lo com todos os segmentos possíveis. Então, procuramos ter essa liberdade, mas essas temáticas pintaram porque somos influenciados por bandas que são assim.

Hoje ficamos felizes se a galera consegue enxergar na gente um diferencial porque o Strike surgiu em uma época em que todas as bandas que surgiram na cena brasileira, de rock nacional, eram jogadas no mesmo lugar - o de ser uma banda emo. E as pessoas tinham preconceito de ir descobrir quais eram as diferenças entre essas bandas.

A medida que nossos singles foram saindo e as pessoas notaram que tínhamos uma influência com um pouco de reggae, outras pegadas em nosso som e até mesmo em nossa linguagem, acho que essa preguiça e preconceito com as bandas novas que pintaram, meio que com a gente não teve.



Apesar da crítica presente em "A tendência", vocês têm algumas bandas amigas da cena citada na letra ou elas são apenas colegas de trabalho?


Divulgação / Luringa
Strike letras
O guitarrista André

Na verdade, A Tendência, é uma letra que quisemos tirar sarro da nossa própria galera. Tiveram bandas que pintaram primeiro, como Fresno, Nx Zero, Strike, Forfun, entre outras.

Hoje no cenário, temos um outro momento, com outras bandas novas, que nem todas conhecemos o som ou gostamos do som. Mas, respeitamos todo mundo. São nossos companheiros de estrada e eles formam um cenário e de certa forma até inovaram, o que é bom para a cena.

Mas, essa música retrata o comportamento de uma juventude. Então acabamos usando as bandas, que são, entre aspas, os seus ícones. Falamos dessa busca desesperada pela fama, de querer tanto ter popularidade na Internet e é algo que achamos até engraçado. De repente, quando aparece uma banda diferente no cenário, outras bandas copiam aquela fórmula e fazem tudo igual. Então tiramos um sarro disso, pois às vezes a galera abandona a própria personalidade, para seguir uma tendência.

A música é um retrato disso, mas não de uma maneira ofensiva. Fizemos uma letra alegre e as pessoas entereram bem.

Alguns fãs de bandas novas, que não entenderam e de certa forma ficaram chateados, sentimos que eles estão enxergando esse grupo que eles gostam em nossa letra. Mas, eu peço que eles desassociem essa imagem de que fizemos a música para uma banda "X" ou "Y", pois isso não aconteceu. A gente não quis julgar ou criticar ninguém, apenas tirar um sarro, de uma forma bem humorada e acho que conseguimos (risos).



Em sua opinião, o que o Strike de "Hiperativo" tem de diferente da banda de "Desvio de Conduta"?


A banda amadureceu bastante. Tivemos uma estrada longa, desde o lançamento do primeiro Cd até agora, fizemos mais de 250 shows.

Amadurecemos muito no sentindo de não complicar muito nos arranjos. Complicamos muito algumas músicas no primeiro disco, pois acho que tem aquela "pilha" de mostar que você toca.

Em "Hiperativo", procuramos respeitar o que cada música pedia, com uma dosagem certa de arranjos. Acertamos alguns andamentos, que no primeiro Cd são muito rápidos e ansiosos. Nesse segundo disco, conseguimos fazer os andamentos certos e as letras também, que de certa forma amadureceram e estão caminhando para um lado muito legal. Acho que no terceiro, se nos dedicarmos, vamos escrever coisas bacanas também.



O núcleo de fãs das bandas hoje tem se reciclado bastante, com muitos adolescentes principalmente. O que você acha desse fenômeno que acontece com o grupo de seguidores do Strike também?


Divulgação / Luringa
Strike letras
O guitarrista Rodrigo

Eu atribuo isso bastante ao fato da popularização da Internet. Ela é um meio de comunicação instantâneo, onde as pessoas digerem as informações com a mesma rapidez, que elas já querem novas informações. Então, com a Internet, você lança um trabalho agora, atual, mas daqui a pouco ele já pode ficar ultrapassado.

Isso gera uma responsabilidade nos artistas, de uma forma geral, de estarem se renovando e reinventando a todo momento. No próximo Cd, talvez a gente não queira perder tanto tempo quanto perdeu nesse. Por outro lado, você sabe dizer que quem é fã, é fã. Independente da demora de lançar um disco. Esses são pontos positivos que descobrimos da nossa base fiel de fãs.

Realmente, essa reciclagem acontece e o nosso público vai se renovando a todo momento, mas conseguimos manter essa base fiel de pessoas que curtem o Strike e estão sempre atrás de novas informações sobre a banda.



Conversamos com o Lucas da banda Fresno, que recentemente lançou um projeto solo. Existe no Strike algum projeto paralelo de seus integrantes, que de repente os fãs ainda não tenham conhecimento?


Não temos projetos paralelos. Mas, eu descobri uma rapaziada de São Paulo, chamada Julgados Culpados (http://www.myspace.com/julgadosoficial). É um grupo que tem reggae, hip hop e contam com um Dj. Fazem um trabalho muito legal, vendendo os seus próprios Cd's nos ônibus, metrô e na rua. Eles venderam milhares de cópias do seu trabalho.

E através desse trabalho, eu conheci o Dom Lampa, que é um MC fantástico, para mim o melhor cantor de ragga no Brasil. Ele tem uma voz sensacional.

Eu estou desenvolvendo um projeto com eles, mas ainda não começamos. Estamos ainda nas ideias e já temos algumas bases. É um som meio reggae, meio drum and bass, com a influênica de várias coisas legais. Mas, ainda não demos um "start" no projeto. Eu penso em fazê-lo virtual, para a Internet mesmo.



Mande um recado para os fãs do Strike no Vaga-lume!


Divulgação / Luringa
Strike letras
O grupo mineiro Strike

Eu queria agradecer, em primeiro lugar, a galera do Vaga-lume, um site totalmente ligado com a música e a cultura.

Como eu sou letrista, me sinto prestigiado em ter um site como o de vocês dando esse suporte para nós, que estamos na estrada, compondo e fazendo as músicas.

E eu quero mandar um alô para os fãs, para não deixarem de pesquisar as letras no Vaga-lume porque é uma honra quando ficamos sabendo que nossas músicas estão sendo bem acessadas e isso é um incentivo para eu continuar escrevendo letras que vocês curtam bastante.

Um beijão para os fãs! E também dizer: Strike e Vaga-lume, estamos juntos sempre.






Comentários

É preciso estar logado para deixar um comentário

Última atualização: 11/02/2012 05:22:18
  • Nenhum comentário foi votado ainda como melhor.
    Clique na aba acima para ver os últimos comentários e poder votar em um.

Publicidade

Enquete

Ranking

Top 100 Artistas |Top 100 Letras

Artistas Relacionados

Veja mais artistas relacionados com Strike

Publicidade

NOTÍCIAS

Strike » MAIS LETRAS

As letras em destaque: Até O Fim | Aquela História | Paraíso Proibido | + Strike


Não encontrou? Adicione novas letras e traduções

É permitida somente a visualização no site das letras de músicas encontradas aqui, vedada sua reprodução através de quaisquer outros meios (Lei 9610/98).
Todas as letras de músicas são propriedade dos seus respectivos autores e divulgadas somente para fins educacionais.
All lyrics are property and copyright of their owners. All lyrics are provided for educational purposes only.