Artista
Etna
-
Sorte Grande
2010
Entrevista
Duane, Fabio, Peli e Gustavo formam a banda ETNA, que pode ser considerada uma das grandes apostas para 2010.
Naturais da cidade de São Paulo, os integrantes do quarteto são influenciados por bandas de rock que fizeram muito sucesso nos anos 2000, como Blink 182, Yellowcard, entre outras.
A banda começa a ficar conhecida com seu single Só Eu Sei, que está tocando bastante nas rádios e ainda tem um videoclipe.
Além de contar como o grupo foi formado, os integrantes da ETNA falaram sobre a sonoridade da banda, suas influências e o cenário do rock no Brasil.
Confira a entrevista com a ETNA a seguir:
Vocês surgem como uma das revelações no cenário do rock brasileiro. O que a banda Etna apresenta de diferente das outras bandas do mesmo gênero?
O legal do ETNA é que é uma banda de Rock e é orgânica. É o lance do Rock que tá ali no palco: bateria, guitarra, baixo e vocais.
A gente não usa, até o momento, samplers ou teclado. Não que tenhamos preconceito com esses tipos de adereços no som, mas não sentimos vontade disso agora.
É uma banda tocando Pop/Rock e o legal disso é que somos um quarteto, com dois vocalistas principais, coisa que as bandas daqui não apresentaram ainda pra valer.
A gente tem uma formação de palco à la Beatles, com os dois vocalistas em cada ponta do palco.
Fica claro ouvindo o som de vocês, que bandas melódicas são algumas das influências. Quais são as bandas e cantores que vocês mais escutam?
Nós ouvimos bastante coisa. Mas, o que é unânime entre a banda são grupos como o Blink 182, ouvimos bastante também o Fall Out Boy.
Escutamos também a banda inglesa McFly e uma outra canadense chamada Mariana's Trench.
Outra banda que gostamos é o Yellowcard.
E como vocês formaram a banda?
Duane: Nos conhecemos quando nossas bandas antigas tinham acabado e não queríamos parar de tocar. Ainda não conhecíamos os dois guitarristas atuais, o Gustavo e Fabinho, que é guitarrista e vocalista junto comigo.
Estava tentando procurar uma banda e o guitarrista antigo da ETNA, que hoje não está mais com a gente me apresentou para o Peli, nosso baterista, isso entre 2005 e 2006.
Começamos a tocar e gravar em janeiro de 2006. Nessa época, eu e o Peli tocávamos com dois guitarristas da formação antiga, até no meio de 2007.
Trocamos umas duas vezes de integrante. Depois disso, eu conheci o Fabinho pela internet, em uma rede social de música. O Fábio tinha página que mostrava ele tocando umas covers e musicas que ele fazia.
Então, convidamos o Fabinho para tocar com a gente e ele aceitou de primeira. Nessa época, a ETNA já tinha alguma força no cenário independente, a galera já nos conhecia.
Então nessa ocasião só tinha três integrantes, pois os dois guitarristas anteriores tinham saído.
Bom, depois disso decidimos gravar um CD, pois ainda não havíamos gravado, apenas demo.
Fomos os três para o estúdio e gravamos o disco. No final das gravações, nós conhecemos o Gustavo, através do fotógrafo da banda. Ele começou a ensaiar com a gente e em maio de 2008 fechamos o quarteto.
Vocês assinaram recentemente com a Universal Music. O que mudou na vida de vocês depois de assinar com uma grande gravadora?
É legal que os fãs têm uma nova visão da banda, assim como as outras bandas também. Então a gente começou a ganhar esse respeito e ter esse diferencial de não ser uma banda entre outras milhares do cenário "underground".
Somos uma banda de um grupo super selecionado, com todo um critério para se fazer parte e ficamos mutio honrados e felizes.
Começamos a sentir as melhorias: shows com mais público e também ter uma música na rádio. Percebemos que tudo mudou da água para o vinho.
Conte para nós a história do single "Só eu sei". Teve alguma inspiração para escrevê-la?
Isso foi na virada de 2008 para 2009 e já tinha um ano do lançamento do CD independente. Então decidimos que era necessário começar a escrever músicas para um disco novo.
Só Eu Sei foi a primeira das músicas inéditas desse CD novo.
Nós temos uma tradição: toda passagem de ano, ficamos juntos e compomos novas músicas.
Qual foi a ideia de Só Eu Sei: uma confissão sobre "quem é que já não teve um amor mal correspondido?".
O que acontece é que as bandas hoje estão fazendo músicas para falar de amor, de relacionamentos, o que é normal não só no Rock, como em outros gêneros, mas sempre fazem algo melancólico: "vou sofrer, vou chorar".
E nós fizemos Só Eu Sei pensando em uma música sobre relacionamento, porém o oposto do que a galera anda fazendo. Nossa música é alegre, para cima, como se fosse um cara que não está triste por falar sobre aquilo. Ele está incoformado, mas de alto astral e não perdeu a esperança.
Entre as bandas nacionais, quais são as suas prediletas?
Não só pelo gosto musical, mas também porque somos amigos dos caras é o Nx Zero. Eles merecem, fazem um som de primeira.
Gostamos bastante também de bandas que são de nossa gravadora, como o Cine e o Stevens.
E também outras bandas como Strike e Fresno, que curtimos muito.
Cada vez mais as bandas de rock nacional têm realizado shows juntas, no formato de festival. Inclusive, vocês realizaram uma apresentação recentemente com Cine e Stevens. O que acham dessa iniciativa?
Sinceramente, eu acho que a saída é essa mesmo. É só fortalecer, só unir. Fazer um festival unindo bandas, unindo públicos, independente de uma banda ser mais conhecida do que outra, em certo momento.
Se todas as bandas que estão tocando juntas são boas, então é um presente para o público. Cada banda faz a sua parte, para o seu fã, mas ela não está sozinha.
Por exemplo, em um show do ETNA com o Cine, com público das duas bandas, talvez o fã do ETNA que não curta muito a outra banda e vai ouvindo seu show e ache "po, que demais". E o fã do Cine que não nos conheça, pode ver nossa banda tocando e curta o som. Para mim, poderia ser sempre assim. Bandas são divulgadas e elas ainda juntam um grande público. Isso é genial.
No momento, qual opção mais agrada a banda Etna: palco ou estúdio?
No momento, nós já nos desvencilhamos daquela fase de ir todos os dias para o estúdio, então agora estamos com vontade de subir no palco mesmo.
Ficamos de abril a outubro de 2009 no processo de gravação. Então, agora ficamos com votade tocar depois que tudo ficou pronto.
Quando terminamos o CD, ainda tivemos outras coisas para fazer, como revisão das letras, conteúdo do encarte, foto. Depois ainda tivemos o clipe.
No ano passado ainda fizemos uma tour, a última como banda independente, com nossas músicas do outro álbum.
Hoje, já rolaram uns convites legais para se apresentar em uns lugares bem bacanas. Então estamos muito empolgados para tocar no palco.
Mande um recado para os fãs do Vaga-lume!
Agradeço a todos nossos fãs que estão com a gente desde 2006 e também agradeço aos novos fãs, que apareceram no meio do caminho.
É uma fase nova. Nunca achamos impossível chegar onde nós estamos. Sempre soubemos que era difícil, mas não impossível.
Muito obrigado e daqui pra frente tudo vai ser mais bacana!





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