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Vê, minhas mãos estão nascendo das tuas,
Enraizando de tão quietas, serenas,
Em tuas mãos,
Sombras de um arvoredo,
Num canto da noite,
Vejo amor nos olhos teus, a inquietude,
Desse mundo louco e tonto, lá por fora,
E de lá de fora, o choro desse mundo,
Remoendo a dor,
De estar cego, pro amor,
Ah, sim, deixa-me chorar,
O desalento enorme,
De pisar um chão,
Que me queima a vida,
Que me sangra os olhos,
E o próprio amor.

Mas, no canto de guerra de teus braços,
Eu quero lutar por esse mundo,
E renovar minha esperança,
Deixa eu tirar proveito de meu verso,
E bem alto anunciar,
Que um novo dia bem maior,
Já vem raiando,
Deixa eu ir vagando nos teus passos,
Tentando buscar aquele mundo,
Que mais cedo ou mais tarde há de chegar,
Deixa eu abrir janelas desse mundo,
E ver as manhãs que estão querendo,
Um novo horizonte despontar....

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