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    Quem vem lá? Quem vem, hein?
    Traz o bem, traz o mau,
    Nuvem de chuva carregada que tapa cobrir meu Sol.

    Me conhece como meu pai, me tem perto como um amigo,
    Me ama como minha mãe, me odeia como inimigo.
    Sanguinário boladão, como As Farc no Iraque,
    Olhos no fundo obscuro, como viciado em crack.

    Me cerca, me sonda, sopra meu ouvido como assovio,
    Tô puto, só vejo os vulto que me causa arrepio.
    Sua voz embaça, não passa, me amassa, músculo amortece,
    Minha cabeça 'enfraqueja', minha alma enfraquece.

    Imagens da primeira onda dor pra do primeiro back,
    Me sinto em campo aberto vulnerável aos ataque.
    Tô com frio, tô com fome, mas minha fome é de Rap,
    De ver as roda de break lotando as festa mais black.

    Não é pra entender, é pra sentir, não sentiu escreve,
    Escrevo minhas rima e minha rima me descreve.
    Entre prece e oração, muito vêm, muito vão,
    E a alta quantidade tem baixa disposição.

    São muitas minhas bençãos, sei que anjos me sondam,
    Mas isso me faz crer que demônios também me rondam.
    Corpo deitado, olho meu rosário ao meu lado pendurado,
    Ainda posso ver os vulto se apago a luz do quarto.

    Em cima o candelabro, entre as cobertas quietinho,
    Com aquele pressentimento que aqui não tô sozinho.
    De joelhos sigo o Rei,peço compreensão.
    Fui errado mas meus pecado foi de bom coração.

    Se pá mais que boa ação, ou só pecado em vão,
    Pode deixar que acerto tudo no dia do Armageddon
    Mas ainda não, tô firmão, tô vivão, vou debater,
    Pôr pra foder enquanto sentir meu peito bater.

    Fecho com as minhas neuroses, minhas leis são anônimos,
    Essa noite eu vou passar exorcizando os meus demônios, mano.
    Eu dei um gelo no que faria pior,
    Pra compensar me dediquei ao que faria melhor.

    Entre amigos e olhares de felicidade,
    Tá aqui é como se nada mais me incomodasse.
    Passei tanto tempo trancado, mas nunca ganhei
    Que a prisão que eu me tranquei foi a que eu mesmo criei.

    Vegetei falsas ilusões, me perdi dos pendões,
    Mas hoje sinto que isso fez parte das minhas ações.
    Fiquei muito tempo sem abraço e sem dar a mão,
    Perdi o calor humano de muitos dos meus irmão.

    Hoje busco a essência, um rosto na multidão,
    Ando descalço e como é bom sentir o gelado do chão,
    Não volto pra mesma cena de quando eu tinha 7 tensa,
    13 ano se passou e eu não vi a diferença.

    Alguns foram pra tranca, outros foram pra vala,
    E os que ficaram é o bastante pra tornar minha vida rara.

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