Adeildo Vieira
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Cara de Santo

Adeildo Vieira


Minha cara de santo
Oh, nem parece encanto ou desencanto, nem tanto, nem quanto
Mas quando banco o selvagem
É porque colho em tua cara a bandidagem
Tu tens cara de santo
Santa sede, santa sede de beber a água do meu pranto

Minha mão estendida...
Minh’alma lida, decifrada, ou mesmo uma estrada
nem por mim andada
Mas quando toca em tua cara
Ela passa de alento a desencanto
Quem mandou você matar sua sede só bebendo da fonte
insecável do meu pranto?
A minha mão, a tua mão
A minha cara, a tua cara
A minha cara em tua mão
A minha mão em tua cara

Tudo pode ser evitado!!!

Meu amigo
Jogue em minha cara tudo o que eu preciso:
Atire seu sorriso!
Oh, santinho
Santificado seja o teu riso santo
Ria em paz, mas deixe em paz o meu pranto

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